Agora metade de mim descansa em desalento.
A febre baixou e da ferida inflamada, metade já cicatrizou.
Estou esperando pelo momento final, que você vai dizer as palavras que não consigo dizer. Encontraremos-nos em estado penoso,
e nos animaremos com o calor do corpo vivo que abraçará.
Antes eu não conseguia vê-la, e sempre nos encontrávamos na mesma página, ocupando espaços com os mesmos quase pensamentos;
um tempo, a vontade, saudades do que poderia ter vivido;( e se vivesse) e mudado o que tinha acontecido;( e se vivendo, adiando ou prorrogando).
Noutro tempo, o dela, simples, encantador e subjuntivo "...".
Talvez fosse o que poderia ter acontecido a vontade mal vivida, do acréscimo que agora não conta, passou.
A saudade que agora ela sente é vazia e escandalosa, e deve ter vindo causando arrependimento após ter dado um adeus e nem se quer olhado pra trás.
Talvez se ela soubesse antes do que sabe agora, não teria ido embora antes do final.
Sempre a encontrava possuindo o mesmo sentimento e a mesma saudade "...".
Hoje quando a encontro viva, a satisfação que sinto me faz recordar tempos que eu nunca vivi, me faz reviver a saudade que nunca senti e que mesmo sendo assim, ouso a me estorvar.
Do músculo mais teimoso que tenho, vibra o cada tempo que tenho a certeza que vou encontrá-la do mesmo jeitinho que a deixei, com as mesmas palavras escritas, mesmas imagens e novos pensamentos, sorrisos, lágrimas e muitas saudades...
Ao encontrá-la, descobri que o único mal irreparável é o desaparecimento físico de alguém a quem amamos muito.
Oh Cí, talvez não tenha sido a melhor maneira de termos nos confessados, mas sem dúvidas a mais profunda para descobrirmos que é possível o complexo entusiasmo de sentirmos empatia sem finalidade.
Começo: 20/08/2007
Termino: 21/08/2007
Modificado: 23/08/2007
Finalizado: 25/08/2007.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
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