segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quase... Feito para Kathleen Christine Cheles.

Quase...

À hora foi destruidora, foi longa, foi avassaladora, cruenta e infiel.
Já não tinha mais saída, tinha acabado por si própria... Momento de angústia? Desespero, insegurança, raiva, ciúmes por alguém que agora não vale mais que minutos corridos do ano passado; Da viagem maravilhosa, dos pedestres simpáticos, alegres, uns até mesmo como o arco-íris... Defesas contra a passagem do tempo, sorrisos, ali não havia lágrimas nem desconfianças.
Quando soube, desabei... Tanto por dentro como por fora...
Foi um ataque terrorista em minha mente, não consegui mais pensar em nada, não tinha com quem eu calar minha dor, não tinha quem ouvisse meus gritos silenciosos, minha voz trêmula... Não tinha quem olhasse meu semblante apático, quase morto, sem ânimo algum... A não ser o da vontade de chorar até morrer...
E que quando eu morresse de uma dor de saudades quase imaginárias, soubesse logo o real motivo de minha dor que naquele momento terceiras pessoas podiam entender, mas para mim, sem quase nenhum esforço era incompreensível...
Muito intolerante viver com a dor do quase.
Nesses dias me recupero com esforço... Rostos incompletos começam a sorrir lentamente... Quase noto a felicidade...
Vai ser difícil não lembrá-la...
E impossível esquece-la...
A herança do quase ficará eternamente centralizada em mim, e a minha incerteza do “não” foi embora no caixão, e eu não sei quando terei a certeza do “sim’”.




Baseado no que eu sabia, e no que senti...

30 de julho de 2007 (manhã)






Bárbara Campos...

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